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        Com muito prazer, o PROLIJ convida todos para prestigiarem a Defesa da Dissertação de Mestrado de mais uma prolijiana. 

        

        Parabéns, Luciane! Estamos torcendo por você.



Por Luciane Piai
           
A obra Literatura infantil juvenil: diálogos Brasil-África, de Sueli de Souza Cagneti e Cleber Fabiano da Silva, publicada pela Autêntica, em 2013, vem diretamente ao encontro de nossa realidade brasileira. Enfim, parece que a Lei 10.639/2003 começa a ser vivenciada. Percebe-se, atualmente, uma grande quantidade de livros infantis e juvenis com a temática africanidade chegando mensalmente nas prateleiras das livrarias e das bibliotecas das escolas, faltando, porém, repertório para que as obras sejam trabalhadas em sua amplitude. Eis um livro que vem contribuir pioneiramente para a difusão e a exploração de obras voltadas para a temática em questão por aqueles que pretendem mediá-la, em especial, com crianças e jovens.
Os autores são experientes na área de literatura infantil e juvenil, e somente isso já é motivo para essa leitura teórica. Não bastasse, são “cri-ativos” quando trazem à tona a temática afro em forma de diálogo, compreensível aos discentes, aos docentes e aos interessados em ser sensibilizados para uma “trans-formação”, para um homem mais “cons-ciente”. Como se sabe, a história cultural brasileira ficou alheia à cultura afro no Brasil durante anos, todavia, esta última - por ser a essência de pessoas fortes e sábias - resistiu e se infiltrou nos diversos cantos das terras tupiniquins.
O livro apresenta e analisa algumas obras literárias com essa temática para possíveis leituras, tanto no campo verbal como no visual, instigando à percepção do que se encontra nas bordas, nas entrelinhas, nos intertextos e nas metáforas, por diferentes ângulos e em contextos ampliados. Tal proposta sugere uma mudança de pensamento em relação ao negro, ressignificando olhares sobre ele.
As intenções dos autores estão claras, pois ressaltam que a obra é um material de apoio ao professor, ao selecionar os livros, como também, a apontar a importância da mediação do docente em sala de aula.
 Vale lembrar que o prefácio foi escrito pelo Dr. Reginaldo Prandi, professor da USP, sociólogo, escritor e pesquisador com ênfase nas religiões afro-brasileiras.
Essa é leitura acertada!
                                                             
FICHA TÉCNICA:
Obra: Literatura infantil juvenil: diálogos Brasil-África
Autores: Sueli de Souza Cagneti e Cleber Fabiano da Silva
Editora: Autêntica
Ano: 2013
        No dia 1º de dezembro, primeiro domingo do advento, o novo lar de nossa querida Sueli Cagneti, na Praia Brava, recebeu os prolijianos para nosso tradicional amigo secreto, com direito a muita conversa, indicações de livros, carinho e sabores deliciosos de despedida e recomeço. 


        Após o delicioso almoço proporcionado pela coordenadora pelo seu aniversário e produzido pelo amigo Marcos, a prolijiana Áurea começou as festividades poéticas com a leitura de um texto próprio sobre o PROLIJ e seus membros.      


        Em seguida, a prolijiana e mestranda Luciane - que não participou do amigo secreto este ano - agradeceu toda dedicação de sua orientadora, presenteando nossa coordenadora. E também não ficou sem receber, Áurea com seu grande coração lhe trouxe um chocolatinho.


        O amigo secreto foi iniciado pela "dona do Prolij" que pegou nossa artista. Maria Lúcia ganhou os livros "Guaynê derrota a cobra grande", de Tiago Hakiy e "Os homens tristes", de Gustavo L. Ferreira e Paulo Vieira. 


        Maria Lúcia pegou a prolijiana colaboradora Ana e a presenteou com seu livro "A Narrativa Visual na Literatura Infantil Brasileira: Histórico e Leituras Analíticas" - que Ana ajudou a revisar - e o livro de contos "O casamento da Lua", da Ed. Boa Companhia.


       Ana, com um poema autoral, revelou que sua amiga secreta era a Rafaela e a presenteou com o livro "Canções", de Mario Quintana. 


        Rafaela pegou Sonia e lhe deu o elogiadíssimo livro do angolano Ondjaki "A Bicicleta que tinha Bigodes". 


     Sonia presenteou a Viviane com "A invenção de Hugo Cabret".

        
        Viviane presenteou Leandro com "Por que ler os clássicos", de Italo Calvino.


     Como não podia faltar, um amigo secreto repetido ocorreu. Leandro presenteou seu irmão Cleber com "Fábulas Selecionadas", de La Fontaine, com ilustrações de Calder. 


        Cleber, por sua vez, presenteou Áurea com "A mocinha do Mercado Central", de Stella Maris Resende e "Em busca do leitor literário", de sua autoria.

       Áurea, apesar de todos os desafios em seu caminho, conseguiu presentear Alcione com um lindo castiçal de advento.

        Para fechar o ciclo, desta vez sem trocas diretas, Alcione presenteou Sueli com um enfeite natalino para sua nova casa. 


        Como todo evento do Prolij, uma criança esteve entre nós, Gabriel, filho de Marcos, e não ficou sem receber um mimo. Também Marcos foi presenteado com "Pedro Pedreiro", de Fernando Vilela e Chico Buarque. Além de Sueli ganhar uma máscara da última viagem do Cleber e seu presente de aniversário dos prolijianos: dois jogos de copos e taças; afinal desejamos muitas realizações e brindes nesta nova fase. 




        O Prolij encerrou assim suas atividades de 2013 e deseja a todos boas festas!

Por Alcione Pauli

Numa casinha branca, lá no sítio do Picapau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se dona Benta. Quem passa pela estrada e a vê na varanda, de cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz, segue seu caminho pensando: - Que tristeza viver assim tão sozinha neste deserto...
Mas engana-se.
(Monteiro Lobato[1])

     Com muita competência Sueli de Souza Cagneti convida os profissionais do livro, da leitura e da literatura para pensar nos livros destinados a crianças e jovens. De forma original a autora apresenta procedimentos do ato de ler na contemporaneidade. Seu livro Leituras em contraponto: novos jeitos de ler é uma bela coletânea de artigos que foram apresentados em diferentes congressos, seminários, jornais, revistas e conferências realizados em vários lugares do Brasil e do exterior por onde a autora viajante esteve.
     A discussão inicia com uma introdução que passa pela questão da legalidade do ato de ler, na qual Cagneti reflete sobre o salto qualitativo que a produção literária dá nas décadas de 60 e 70 no Brasil. Demonstra como a política interferiu nessa área durante a ditadura militar e, nas escritas dos artigos, faz pontuais considerações a respeito das concepções criativas e múltiplas presentes nas obras infantojuvenis na atualidade.
     O chamamento para a leitura é o da voz experiente e sábia. Sueli contemporaneamente desempenha a função social, cultural e política como a personagem da dona Benta na obra lobateana; ela é atuante na sala de aula, e, vez ou outra, transita pelo mundo a “falar e escrever” de suas descobertas com muita descontração, calma, leveza, sedução e encantamento. O jogo textual é concebido e permeado de lembranças de fada, bruxa, feiticeira, curandeira e xamanista! A leitura da obra é uma aventura imperdível e surpreendente para todos que curtem o farfalhar das folhas. Ao final da leitura fica o desejo de ler mais Cagneti, resumido no pedido: estamos no aguardo dos próximos escritos!

FICHA TÉCNICA:

Obra: Leituras em contraponto: novos jeitos de ler
Autora: Sueli de Souza Cagneti
Editora: Paulinas
Ano: 2013




[1] LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. Edição Especial Instituto Walter Moreira Salles. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 07.

Por Sueli de Souza Cagneti

            Num clima de mistério, misturando realidade e fantasia, Ana Cristina Massa (jornalista e escritora) conta a história de Aqualtune – uma princesa africana, nascida no Congo, no século XVI – que foi capturada e trazida para o Brasil como escrava. Do engenho do Porto Calvo, onde passou a viver escravizada, ela fugiu para Quilombo dos Palmares. A ficção criada por Massa em torno desta figura lendária (suspeitam os historiadores que tenha sido avó de Zumbi) está na personagem/menina/protagonista que, rejeitando seu nome, por considerar Aqualtune muito estranho e difícil de pronunciar, se autodenomina Alice. A saga de Alice/Aqualtune, juntamente com seus amigos em uma fazenda na Serra da Barriga, agradará em vários aspectos aos adolescentes e jovens que como a protagonista andam em busca de sua identidade. De quebra a obra lhes proporcionará conhecer um pouco mais da vida dos quilombolas dos Palmares e da sua história que – embora muitos não aceitem – é profundamente brasileira. Alguns dados informativos completam o livro no final, transformando-o numa obra com características contemporâneas, marcamente híbridas.

FICHA TÉCNICA:

Obra: Aqualtune e as histórias da África
Autor: Ana Cristina Massa
Editora: Gaivota
Ano: 2012
        Confiram as fotos do lançamento de "Leitura em Contraponto - novos jeitos de ler", de Sueli Cagneti, na Livraria Paulinas, realizado na última segunda-feira (6 de maio). O evento foi um sucesso, e os prolijianos fizeram sua parte para abrilhantar a noite. Agradecemos a presença de todos que puderam prestigiar nossa coordenadora e a literatura!





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