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Lara Cristina Victor
Isabela Giacomini
Que tal falar sobre o negro na nossa sociedade e também de sua valorização? A resenha a seguir é um exemplo de como a literatura aborda temáticas tão pertinentes, que precisam ser pauta das discussões sociais. A menina que desejava ter outro tipo de cabelo acaba se descobrindo e se amando da forma que é, sem precisar aderir a padrões, a mudar sua essência, sua identidade ou sua personalidade. Essa possibilidade surge quando o meio em que a pessoa está inserida mostra sua importância, sem discriminação e sem exclusão. Não se trata apenas de uma questão de aceitar ou recusar alguém, mas de ser humano e enxergar os indivíduos como tais, independentemente de suas características. O negro é constituinte de nossa cultura, de nossos costumes e do nosso povo, somos dessa forma atualmente justamente porque houve essa mistura de diferentes povos e locais. Negar a sua importância é, sobretudo, negar a própria constituição do Brasil dada socio historicamente. É por isso que precisamos falar sobre esse assunto com pessoas de todas as idades, afinal somos fruto dessa trajetória. Somente quando o preconceito for menor que a humanidade é que haverá espaço de diálogo, de trocas, de sentimento de pertencimento à sociedade. É um pouco sobre isso que o livro a seguir vai tratar, sendo também um ótimo ponto de partida para trabalhar a temática em espaços educacionais, confira:


“As tranças de Bintou” é uma história muito sensível de uma menina que tinha apenas quatro birotes na cabeça e que sonhava fortemente com longas tranças em seu cabelo, enfeitadas com pedras coloridas e conchinhas, iguaizinhas aquelas que ele via no cabelo de suas irmãs e das amigas de suas irmãs. No decorrer da história, Bintou descobre o porquê de meninas não poderem usar tranças, e descobre também algumas outras coisas que sua avó Soukeye conta sobre os costumes africanos. É através dos conselhos dos mais velhos e de sua própria coragem, que Bintou aprende a amar seu cabelo negro e brilhante, macio e bonito, e também a amar a si mesma. E é nesta data tão importante, que destacamos o Dia da Consciência Negra, fazendo-nos reconhecer os descendentes africanos na constituição e na construção da sociedade brasileira, assim como a importância de valorizar um povo que contribuiu fortemente para o desenvolvimento da nossa cultura. E salientando sobre a oportunidade de discutir sobre temas como racismo, discriminação, igualdade social, inclusão do negro na sociedade, religião, culturas afro-brasileiras, dentre outros.


Lara Cristina Victor é aluna do curso de Psicologia na Univille. Atua como bolsista no Prolij e vê em cada criança um pouquinho de si mesma.

Isabela Giacomini é graduanda em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela Univille, atua como bolsista no Prolij e vê na literatura uma porta para outros universos e realidades.

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