Na última noite do Abril Mundo 2010, o Msc. Gersem 

 falou por pouco mais de uma hora, 

sobre "Territorialidades e Interculturalidades 

na perspectiva da Educação Escolar Indígena".

Querem saber mais da fala de Gersem?

Venham aqui, ó, no twitter do prolij
No início da noite de hoje tivemos a oportunidade de assistir a uma apresentação musical de um grupo indígena de Barra do Sul, sob coordenação do Professor Guarani Wanderley.
Os cantos apresentados foram  "Guerreiros", "Crianças Guaranis" e "Quando Deus nos envia na terra" (traduções em língua portuguesa).

Abaixo, algumas fotos da apresentação que encantou o público.

Professor Guarani Wanderley apresentando o grupo indígena.
Meninas Guarani cantando.
Meninos Guarani cantando.
Grupo Guarani apresentando os cantos.
Na tarde desta sexta-feira, ocorreu, no auditório da Univille, a Tarde ilustrativa da produção artística sobre a cultura indígena brasileira, com uma mesa formada pela Msc. Alcione Pauli, o Msc. Gersem Luciano Baniwa e o Professor Guarani Wanderley. Alguns prolijianos apresentaram diferentes produções culturais, envolvendo diversas formas de linguagem, trabalhando a cultura indígena. Aqui, no twitter do prolij, é possível ter mais detalhes desta tarde. 
 Viviane lendo um trecho de "Apenas um curumim", de Werner Zotz. 
Alencar falando sobre a música "Índios", da Legião Urbana. 
Alcione comentando as duas formas de produção sobre a cultura indígena.
Msc. Gersem relacionando também as duas produções apresentadas.
Mesa da Tarde ilustrativa: Msc. Alcione Pauli, Msc. Gersem Luciano Baniwa, e Professor Guarani Wanderley. 
Luciane lendo um conto do livro "Contos indígenas", de Daniel Munduruku.
Débora apresentando Histórias em Quadrinhos de Maurício de Souza, que exploram a cultura indígena.
Professor Guarani Wanderley leu trechos do livro  "Maino'irapé" e contribuiu com sua vivência em escolas indígenas.
Maria Lúcia comentando narrativas visuais.
Narrativas visuais que abordam a cultura indígena sendo apresentadas ao público.
A memória é um caleidoscópio. (José Saramago)

Na manhã de hoje ocorreu a defesa da Dissertação “Cá e lá, histórias há: mitos e símbolos nas lendas de São Francisco do Sul e da Ilha da Madeira”, da Mestranda Andréa de Oliveira, sob orientação da Professora Drª Sueli de Souza Cagneti, coorientação da Drª Luisa Maria Soeiro Marinho Antunes Paolinelli, do curso de Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE.

Andréa iniciou sua defesa contando uma das lendas analisadas no trabalho. Antes disso, ainda, destacou que a pesquisa foi proveniente de um livro, de sua autoria, “Retalhos de Iperoba”, escrito para que as histórias de um povo de uma localidade (Iperoba, SC) fosse registrada: “Cresci num ambiente ouvindo muitas histórias. Daí, recolher histórias, registrá-las, tirá-las da oralidade e passá-las à forma escrita”.

São Francisco do Sul e Ilha da Madeira, duas ilhas num mesmo oceano, afirmou Andréa, apresentando cartograficamente as duas ilhas e situando o público dessa forma. E, sobre essas duas localidades, a mestranda destacou algumas lendas com os quais ela trabalhou: Lendas do lado de cá (São Francisco do Sul): Ubatuba ou Lenda de Gonneville; A sereia do milharal; Armadilha para pegar bruxa; Lenda da bruxa que corria montada em uma égua; A bruxa do Iperoba. Lendas do lado de lá (Ilha da Madeira): Lenda de Machim ou Machico; Lenda da espada de S. Sebastião; Lenda da bruxa que foi pega por uma vassoura; Lenda do sobrinho de uma bruxa. E, nessas lendas, destacaram-se alguns mitos e símbolos, presentes ora em todas, ora em algumas. Mitos como: do herói; fundador; do eterno retorno; e da sereia. Símbolos como: cruz, espada, lua e mar.

A hipótese da pesquisa de Andréa era: Os contos populares, especificamente lendas, transportam mitos e símbolos e registram a identidade de um povo. E, para chegar a possíveis respostas para esta hipóteses, o caminho percorrido passou por: “Duas margens e alguns conceitos: A literatura de tradição oral, no Brasil e em Portugal. A literatura entre o oral e o escrito”, “Pistas para o imaginário: Lendas: um jeito de narrar. Os velhos e suas memórias. Duas ilhas e um mesmo oceano. Língua Portuguesa e identidade”, e “No caminho: a seleção, a análise e algumas considerações sobre o tema cultura: Análises de lendas de heróis e de bruxas”, três capítulos do trabalho.

Finalizando sua apresentação, a mestranda afirmou: “Lendas... Mas, no contexto pós-moderno... é incoerente pensarmos em fronteiras fixas, estabelecidas. No mundo pós-moderno, é tudo em trânsito, são várias identidades, sofremos influências e agregações contínuas. Cada homem é mais que uma raça. É mais do que uma delimitação geográfica, política. Nós não somos o berço que nascemos”.
Andréa de Oliveira, parabéns prolijianos à nova mestra em Patrimônio Cultural e Sociedade!


Luisa falou por pouco mais de uma hora, 
sobre "Re-escrever o índio: o contributo alencariano 
em confronto com a imagem do indígena nos 
romances portugueses de temática tropical". 


Sem saber quais outros animais lançar ao público,
lançou novos piolhos, por serem estes, segundo ela,
universais. 

Querem conhecer os "piolhos" lançados por Luisa?


Venham aqui, ó, no twitter do blog do prolij.

Cleber e Rodrigo, apresentando, em bom português, a Professora Doutora Luisa Antunes Marinho.


“Da mais alta janela da minha casa 

Com um lenço branco digo adeus 

Aos meus versos que partem para a Humanidade.



E não estou alegre nem triste. 
Esse é o destino dos versos. 
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos 
Porque não posso fazer o contrário 
Como a flor não pode esconder a cor, 
Nem o rio esconder que corre, 
Nem a árvore esconder que dá fruto.


Ei-los que vão já longe como que na diligência 

E eu sem querer sinto pena 
Como uma dor no corpo.


Quem sabe quem os terá? 

Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos. 

Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas. 
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim. 

Submeto-me e sinto-me quase alegre, 

Quase alegre como quem se cansa de estar triste.


Ide, ide de mim! 

Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza. 
Murcha a flor e o seu pó dura sempre. 
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo”.

(Alberto Caeiro. pp. 96-7)
(PESSOA, Fernando. Poesias. Org. Sueli Tomazini Cassal. – Porto Alegre: L&PM, 2006)


“Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho”

(Alberto Caeiro, p. 32)
(PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. São Paulo: Martin Claret, 2006). 

"Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para te dizer!
São talhados em mármore de Páros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Tem dolências de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos para te endoidecer!

Leste os meus versos? Leste? E adivinhastes
O encanto supremo que os ditou?
Acaso, quando os leste, imaginaste
Que era o teu olhar que os inspirou?"

(Florbela Espanca, Antologia de poemas para a juventude).




“(...), porque as palavras, se o não sabe, movem-se muito, mudam de um dia para o outro, são instáveis como sombras, sombras elas mesmas, que tanto estão como deixaram de estar, bolas de sabão, conchas de que mal se sente a respiração, troncos cortados”.
(SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.112).
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Trechos de livros de autores portugueses - Fernando Pessoa, Florbela Espanca e José Saramago - lidos por alguns prolijianos antes da convidada da noite iniciar sua palestra, "Re-escrever o índio: o contributo alencariano em confronto com a imagem do indígena nos romances portugueses de temática tropical".

Na tarde de hoje, os meninos prolijianos (Alencar Schueroff, Cleber Fabiano, Ítalo Puccini, Rodrigo da Silva e Silvio Leandro) apresentaram a Tarde Macunaímica, diferentes olhares da literatura sobre o índio, em diversas épocas.

Foi apresentado um panorama de trás para frente. Cleber leu um trecho de "Macunaíma" (Mário de Andrade). Alencar leu um trecho de "Iracema" (José de Alencar) e Ítalo leu um trecho de "O Uraguaia" (Basílio da Gama), para então os cinco prolijianos lerem trechos da "Carta de Pero Vaz de Caminha", o primeiro relato sobre os índios. A visão do branco europeu no século XV sobre o índio. 

Após essas leituras iniciais, foi apresentada a música "Inclassificáveis", de Ney Matagrosso, com a proposta de "fechar" a conversa inicial, os diferentes olhares sobre o índio.

Então, os meninos voltaram ao "Macunaíma", destacando-o sob o título de "O maior ctrl c + ctrl v" da literatura brasileira, pelas inúmeras influências das quais Mário de Andrade se utilizou para produzir a obra, como por exemplo a semelhança com o personagem Policarpo Quaresma, de Lima Barreto e as influências das vanguardas européias como o futurismo, o cubismo, o surrealismo e o dadaísmo, deixando clara a influência antropofágica da obra e do período literário, o modernismo.

Foram cantadas algumas cantigas "coladas" por Mário na obra, assim como crendices populares.

Ao final da apresentação dos meninos, a coordenadora do Prolij, Sueli Cagneti, reforçou o objetivo do grupo com este evento, o de - parafraseando Daniel Munduruku - lançar piolhos, propor ideias e questionamentos sobre a literatura indígena e a forma de trabalhá-la nas escolas, com cautela, com extremo cuidado junto à história dessa cultura.

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