Resenha: Kafka e a boneca viajante, de Jordi Sierra i Fabra

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Alencar Schueroff
Professor do Persona e Pesquisador Voluntário do PROLIJ

Diz-se que, pouco antes de morrer, Franz Kafka encontrou uma menina em um parque de Berlim, chorando por ter perdido sua boneca. Para consolar a criança, ele teria dito que ela havia viajado, simplesmente. E que escrevera uma carta, contando onde estava. Depois da primeira correspondência, outras vieram.

Assim, durante três semanas, Kafka escreveu, fazendo-se passar pela boneca viajante. Não se sabe ao certo se estes textos existem. Jordi Sierra i Fabra, entretanto, fez com que eles existissem. E com muita sensibilidade. Elemento este que também é parte importante da obra do próprio Kafka.

Então, com cuidado e sentimento, Jordi mostra um homem e uma menina que se encontram, a partir de um desencontro. Melhor dizendo, são dois seres humanos que se encontram e constroem um elo com uma coisa preciosa: a capacidade de sonhar.

Para uma criança, isso parece fácil, mas e quanto ao adulto? Depende. Não falamos de qualquer um. Consta dos autos que Franz Kafka não teve infância tranquila e nem alguém que lhe escrevesse cartas. Manteve, porém, a inventividade genial infantil. A mesma que tem Jordi.



Título: Kafka e a Boneca Viajante
Autor: Jordi Sierra i Fabra
Ilustrador: Pep Montserrat
Tradutora: Rubia Prastes Goldoni
Editora: Martins Fontes
Número de Páginas: 127


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