terça-feira, 28 de abril de 2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Confira quem são os ganhadores dos kits de livros do Abril Mundo 2015!


Nessa sexta-feira (24/04), foi realizado às 18h30 (horário de Brasília), o sorteio dos três kits de livros expostos durante os dias 22 a 24 de abril, como encerramento da exposição do Abril Mundo 2015: 18 anos de PROLIJ, ocorrida na própria Univille (Universidade da Região de Joinville). Os ganhadores levam para casa um volume  de cada edição do Livros dos Livros (Livro dos Livros, Livro dos Livros: Literatura Africana e Afro-brasileira, Livro dos Livros: A Literatura Indígena), um exemplar do vencedor do Concurso de Narrativas Visuais Prolij 10 anos, Preto no Branco (lançado em 2007), mais um exemplar sortido de um livro de literatura infantil juvenil. 

Confira abaixo os ganhadores:

(05) Haline F. Machado
(33) Joice Gonçalves Marting
(45) Eloizio da S. Vieira

Pedimos aos ganhadores que venham retirar seus prêmios do PROLIJ (a sala do programa fica no piso térreo da Biblioteca Universitária, no Campus do Bom Retiro). Lembrando que o horário de funcionamento do PROLIJ é o seguinte: segunda, quarta, quinta e sexta: 7h30 às 11h30; segunda à sexta: 14h30 às 18h30. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Confira a programação da 12ª Feira do Livro de Joinville!


Foi lançada nessa quinta (12/03) a programação da 12ª Feira do Livro de Joinville. O evento ocorrerá do dia 10 ao dia 19 de abril, no Centreventos Cau Hansen, e contará com diversas atrações. Entre os nomes confirmados, encontram-se Ziraldo, Bia Bedran, Leo Cunha, Paula Pimenta, Lucília Garcez, Luiz Antônio Aguiar, Rogério Pereira e Tino Freitas. 
Para conferir a programação completa, acesse o site do evento ou continue lendo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Passarinhando

Por Lutrícia Monti e Sianny Ferraz




INFANTIL

O menino ia no mato
E a onça comeu ele.
Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino
E ele foi contar para a mãe.
A mãe disse: Mas se a onça comeu você, como é que
o caminhão passou por dentro do seu corpo?
É que o caminhão só passou renteando meu corpo
E eu desviei depressa.
Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia.
Eu não preciso de fazer razão.


         O poema de Manuel de Barros, “Infantil”, nos leva para um universo de imaginação e a tentativa de um menino criando uma poesia. O poema é uma narrativa simples carregada de imaginação e é também extremamente visual, pois em cada verso percebe-se a sensibilidade do eu lírico.
          O poema é iniciado com uma narrativa em forma de história, sendo que essa história é bem típica do imaginário infantil, “o menino ia no mato/ e a onça comeu ele/ depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino”.  Logo entra o papel da mãe “mas se a onça comeu você, como é que o caminhão passou por dentro do seu corpo?”, a resposta do menino é simples “olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia/ e não preciso fazer razão”, nesse último verso podemos ver a transformação da história que o menino narra, para emoção que ele quer transmitir. E nisso consiste a poesia e o idioleto manoelês, imaginar e não fazer razão, e, dessa maneira, percebe-se com clareza o porquê do título “infantil”, ser criança também é não fazer razão. 
        A delicadeza e sutileza das palavras que seu Manoel de Barros escolhia para seus poemas, refletiam a forma como ele levava a vida, um poeta que escolheu a infância como meio de expressão, que apreciava coisas simples, cotidianas e pouco valorizadas pelos adultos. Para nosso poeta passarinho, a poesia estava na invenção das coisas, a beleza das palavras libertadoras de Manoel de Barros, não podem ser vistas por pessoas razoáveis. Partiu jovem, aos 84 anos, nunca deixou a infância, sempre foi um vagabundo profissional, que nunca precisou de razão para fazer poesia.