terça-feira, 17 de março de 2015

Confira a programação da 12ª Feira do Livro de Joinville!


Foi lançada nessa quinta (12/03) a programação da 12ª Feira do Livro de Joinville. O evento ocorrerá do dia 10 ao dia 19 de abril, no Centreventos Cau Hansen, e contará com diversas atrações. Entre os nomes confirmados, encontram-se Ziraldo, Bia Bedran, Leo Cunha, Paula Pimenta, Lucília Garcez, Luiz Antônio Aguiar, Rogério Pereira e Tino Freitas. 
Para conferir a programação completa, acesse o site do evento ou continue lendo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Passarinhando

Por Lutrícia Monti e Sianny Ferraz




INFANTIL

O menino ia no mato
E a onça comeu ele.
Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino
E ele foi contar para a mãe.
A mãe disse: Mas se a onça comeu você, como é que
o caminhão passou por dentro do seu corpo?
É que o caminhão só passou renteando meu corpo
E eu desviei depressa.
Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia.
Eu não preciso de fazer razão.


         O poema de Manuel de Barros, “Infantil”, nos leva para um universo de imaginação e a tentativa de um menino criando uma poesia. O poema é uma narrativa simples carregada de imaginação e é também extremamente visual, pois em cada verso percebe-se a sensibilidade do eu lírico.
          O poema é iniciado com uma narrativa em forma de história, sendo que essa história é bem típica do imaginário infantil, “o menino ia no mato/ e a onça comeu ele/ depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino”.  Logo entra o papel da mãe “mas se a onça comeu você, como é que o caminhão passou por dentro do seu corpo?”, a resposta do menino é simples “olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia/ e não preciso fazer razão”, nesse último verso podemos ver a transformação da história que o menino narra, para emoção que ele quer transmitir. E nisso consiste a poesia e o idioleto manoelês, imaginar e não fazer razão, e, dessa maneira, percebe-se com clareza o porquê do título “infantil”, ser criança também é não fazer razão. 
        A delicadeza e sutileza das palavras que seu Manoel de Barros escolhia para seus poemas, refletiam a forma como ele levava a vida, um poeta que escolheu a infância como meio de expressão, que apreciava coisas simples, cotidianas e pouco valorizadas pelos adultos. Para nosso poeta passarinho, a poesia estava na invenção das coisas, a beleza das palavras libertadoras de Manoel de Barros, não podem ser vistas por pessoas razoáveis. Partiu jovem, aos 84 anos, nunca deixou a infância, sempre foi um vagabundo profissional, que nunca precisou de razão para fazer poesia.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Onde vive o lobo

Por Carolina Reichert

O livro “Fita verde no cabelo”, de João Guimarães Rosa, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1992, e ilustrado por Roger Mello, traz uma releitura da conhecida história de “Chapeuzinho Vermelho”.
Nessa, como na original, a menina é mandada à casa da avó pela mãe, com cesto e pote e uma “fita verde inventada no cabelo”. O caminho trilhado por Fita-Verde também é repleto de distrações, mas diferente das versões conhecidas, dos Irmãos Grimm e de Perrault, não há sinal de lobo, e é a própria Fita-Verde quem escolhe trilhar o caminho mais longo.
O lobo, até então ausente na história de Guimarães Rosa, é encontrado na casa da avó que, já doente, despede-se de sua neta, quando questionada sobre seus olhos: “É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha…”. Fita-Verde conhece a morte pela primeira vez, e este grande lobo consome parte do mundo que conheceu até ali.
Em “Fita verde no cabelo”, Guimarães mostra ao leitor novas possibilidades de leitura, aproximando a clássica história de “Chapeuzinho Vermelho” do cenário brasileiro, também tornando o temido lobo mau em medos comuns a todos, como são a morte e a solidão que Fita-Verde vivencia. Além disso, a liguagem poética usada pelo autor só tem a favorecer a leitura do conto.
A ilustração de Roger Mello é outro ponto enriquecedor quando se trata de linguagem. O ilustrador possibilita um novo olhar sobre a leitura, traduzindo sentimentos que a obra desperta e guiando o leitor por diferentes perspectivas do conto.
Fita verde no cabelo” é uma obra que pode ser apreciada tanto por jovens quanto por adultos. A narrativa é atemporal e trabalha de maneira poética temas universais, comuns a todo ser humano, independente da idade.



Obra: Fita verde no cabelo.
Autor: Guimarães Rosa
Ilustrador: Roger Mello
Editora: Nova Fronteira
Ano: 1992.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Um grande amor!

Por Msc. Alcione Pauli
alcionepauli@hotmail.com


                                   “A primeira luz reinava absoluta. Porém, quando foram criadas as noites que serviam para os homens descansarem, as serpentes resolveram roubá-la, e a esconderam em uma caverna.”
GUARÁ,2011,p.09

Com muita sensibilidade e delicadeza no traçado da escrita, Roní Wasiry Guará, artista da etnia Maraguá, traz o relato do surgimento do primeiro grande amor do mundo.
O texto inicia com o cuidado de informar ao leitor de que lugar é a história, ou seja, há uma contextualização sobre o mundo ao qual a narrativa pertence.  Há ainda um glossário para esclarecer vocábulos escritos em tupy.
Roní Wasiry Guará, em sua primeira publicação, escreve suavemente sobre a existência de um primeiro grande amor. Conta como foram os primeiros contatos, os gracejos, as relações... a separação e como conseguiram superar a distância e encontrar-se.
Quem são os protagonistas deste amor? Onde eles estão? Ele existe? Há de ter amor à distância? O que é o amor?
Um texto apaixonante, humano que trata do mito do surgimento de um fenômeno natural. Para conhece-lo, basta ler e voar no livro: Çaíçu ´Indé: O primeiro grande amor do mundo um livro com sabor de estrelas e com os sons dos raios de sol.
Obra: Çaíçu ´Indé: O primeiro grande amor do mundo
Autora: Roní Wasiry Gruará
Ilustradora: Humberto Rodrigues
Editora: Valer

Ano: 2011

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DIVULGANDO!

PALESTRA DE ABERTURA GRATUITA
DATA:29/09 -19h
saberes do Candomblé na Contemporaneidade-Intolerância Religiosa
Palestrante: MS: Dalzira Maria Aparecida-Yagunã
A Religiosidade Como Fator Identitário
Palestrante: Professor MS: Geraldo Luis da Silva
Local: Rua Arildo José da Silva, 99
Bairro: Itinga II Araquari SC
Telefone: /47/ 3454-5772/91627303/ALAÍDE