Isabela Giacomini 
Nesse livro, Munduruku reconta fábulas populares do repertório indígena, que foram narradas através dos tempos e afirma que o importante é o ensinamento que deixaram para seus descendentes, em suas palavras: “Essa tem sido a silenciosa contribuição que os povos indígenas têm dado para tornar nossa terra mais bonita, sadia e equilibrada” e que, portanto, os leitores devem agradecer pela sabedoria de seus antepassados. A obra é dividida em três fábulas: O jabuti e a raposa, O jabuti e o veado-cantingueiro e O jabuti e a onça, que serão resenhadas a seguir:

A primeira delas fala de um pajé que reuniu o povo de sua aldeia em volta da fogueira para lhes cantar uma música dos ancestrais, para rezar aos espíritos e para contar-lhes uma história. O pajé fala ainda para seu povo que os índios correm riscos hoje em dia, pois estão em contato com os homens brancos que acham sua cultura superior e que, para provar o contrário, que nem sempre aquele que se vê como melhor é necessariamente o mais esperto, começa a história sobre a raposa e o jabuti. A raposa, querendo bancar a esperta, fez um desafio com o jabuti para testarem a coragem. O desafio era que o jabuti ficasse enterrado em um buraco, coberto por terra, durante três anos e depois seria a vez da raposa. Torcendo pela morte do pobre animal, a raposa passava pelo buraco e chamava o jabuti para ver se ainda vivia. Para seu descontentamento, todas as vezes o jabuti respondia e lhe perguntava se o tempo estava logo no fim. E assim, em sua ancestral paciência, o jabuti ficou ali durante os três anos. Agora era a vez da raposa e o jabuti a enterrou, fazendo com que os outros animais a observassem. O que será que aconteceu com ela? Durou por três anos embaixo da terá? Será que ela é mesmo a mais esperta? Talvez teria sido melhor não escolher logo um jabuti para fazer seu desafio!

Em “O jabuti e o veado-catingueiro”, o pajé se reúne com as crianças perto da fogueira e pede para que se deitem no chão, olhando para o céu, mesmo sem luar, mas explicando-lhes que as estrelas eram crianças que estavam lá no alto cuidando das que estavam aqui na terra. Depois, voltaram a se sentar para ouvir a história do pajé, mais uma vez sobre um jabuti, que dessa vez era desdenhado por um veado-catingueiro, que se achava melhor pela sua agilidade na locomoção. O pobre jabuti sempre ouvia deboches, sobre nunca sair do lugar, sobre não conseguir conhecer o mundo por conta de sua lentidão. Contudo, muito esperto, o jabuti disse que tinha ido até o outro lado da terra e voltado em uma semana e que era o veado que tinha chegado depois. O veado desafiou-se então a fazer o mesmo percurso em dois dias, mas o jabuti disse que em tempo menor que o dele era impossível, pois ter pernas compridas não era o suficiente, precisava de rapidez no pensamento, já que algumas distâncias podem ser vencidas com ele. Decidiram então marcar uma corrida para o dia seguinte, em que se reuniram outros animais esperando pela vitória do veado. Mal sabiam que o jabuti tinha combinado com seus irmãos para que se espalhassem ao longo do percurso para irem se revezando e assim ganharem a corrida. O jabuti sabia que aquilo não era completamente correto, mas sabia também que o tal do veado-catingueiro não tinha o direito de lhe excluir e caçoar. E assim foi, o veado aprendeu a duras penas que precisava conviver com as diferenças e que muitas vezes a inteligência e astúcia eram mais necessárias que a ligeireza.


Em “O jabuti e a onça” o pajé inicia falando às crianças sobre a importância das histórias e de fazê-las manterem-se vivas, pois dão continuidade aos povos. Um dos pequenos perguntou-lhe como colocar todas as coisas bonitas que dizia em prática. E, para isso, o sábio lhes contou uma história. Uma onça muito faminta estava atrás de comida por muito tempo, mas sempre tinha insucesso. Todo cheiro que sentia era uma esperança ou apenas uma elaboração de sua mente faminta. Um dia, porém, ouviu um som de uma flauta com uma música parecida com “Do osso da onça fiz minha flauta”. Atônita, a onça foi atrás da vozinha e se deparou com um jabuti tocando flauta. Muito esperto, o jabuti disse que a onça estava ouvindo mal de longe e que na verdade cantava: “do osso do veado fiz a minha flauta”. O jabuti decidiu então se afastar bastante, ficando perto de sua toca e cantar mais uma vez para comprovar a má audição da onça. E, novamente, cantou a primeira versão. A onça enfurecida correu para pegar o jabuti, mas ele se escapou para a toca. Sorte dela que conseguiu agarrar sua perninha, mas ainda mais esperto, o jabuti disse que aquilo era a raiz de uma árvore e não sua perna. Naquele dia a onça levou uma bela lição, e mesmo assim não desistiu e ficou ali, na porta da toca, esperando pela saída do jabuti. Ainda bem que ele podia ficar tranquilo, sem pressa, dentro de seu casco, enquanto ela ficava pintada de raiva e de fome!

Isabela Giacomini é graduanda em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela Univille, atua como bolsista no Prolij e vê na literatura uma porta para outros universos e realidades.

Fernanda Cristina Cunha
A violência,
seja qual for a maneira como ela se manifesta,
é sempre uma derrota.
Jean-Paul Sartre

Nesse mês de agosto discutimos "A Casa Tomada" de Julio Cortázar mediado pelo Ian Pogan, e "Impotências" de Marçal Aquino, mediado pelo professor Alexandre Cidral.

"Agora era tarde. Como me sobrava o relógio de pulso, vi que eram onze horas da noite. Cingi meu braço à cintura de Irene (eu acho que ela estava chorando) e saímos assim à rua. Antes de nos afastarmos senti tristeza, fechei bem a porta de entrada e joguei a chave no bueiro. (...)." (Cortazar, 1951)

Escrito em 1951, o conto "A casa tomada", foi publicado no livro Bestiário de Cortazar. Ele faz parte do gênero fantástico não simplesmente pelo mistério que se instaura no texto, mas pelo efeito discursivo do fantástico que se materializa através narrativa.

O Bestiário de Julio Cortazar

Já o conto do autor paulistano foi publicado em 2003, na obra Famílias Terrivelmente Felizes e conta a história daquele que não é dito e além do mais é esquecido.

Conhecemos a vida, ou melhor, a não vida de um falecido tio, o narrador caminha pelas possibilidades de vida, comparando-a com a vida real da qual ele viveu, buscando expressar as trajetórias de vida mais dignas que poderiam vir a acontecer, com namoradas, empregos, filhos, sexo e amor.


Famílias terrivelmente felizes de Marçal Aquino


Em ambas obras os personagens não se encaixam no mundo em que vivem,  são apresentados como eternos aprendizes da sobrevivência, cada qual com seus medos, ilusões e fugas. Contudo, esses abandonos da vida em comunidade ocorrem no primeiro conto por escolha, no segundo compulsoriamente.


Quadro de sínteses de A Casa Tomada


Detalhe do quadro de sínteses de A casa Tomada
Quadro de sínteses de Impotências 

Detalhe do quadro de sínteses de Impotências



Os registros acima são resultados de ambos os encontros. Ficamos felizes com a presença de todos. .
No próximo mês temos mais!

Fernanda Cristina Cunha é graduanda de Psicologia pela Univille. Atua como bolsista do Prolij e busca através dos livros que lê as longas caminhadas por dentro de si mesma. 

Jennifer Bretzke Meier
Charles Perrault, foi um escritor e poeta francês do século 19, o pioneiro dos contos de fadas voltados especificamente para as crianças, também conhecido como “Pai da literatura infantil juvenil”. Seus contos não eram romantizados como nas releituras feitas ao longo dos séculos, mas sim demonstravam que haviam valiosas lições a serem aprendidas pelas crianças por meio da literatura, por mais chocante que fosse.
“Era uma vez Perrault” reúne seis histórias do escritor, recontadas por Katia Conton, que se preocupou em acrescentar poeticidade ao texto sem perder a essência característica de Perrault:
Pele-de-asno: Em um reino muito antigo, viviam um rei e uma rainha, a rainha ficou muito doente e percebendo que iria morrer, pediu ao marido “Por favor, assim que eu me for, se case com uma mulher mais bonita do que eu”, apesar da relutância o rei aceitou seu pedido e ela pode descansar em paz. Acontece que a rainha era muito bela, e a única que se aproximava em beleza era sua própria filha. O homem pediu a princesa em casamento, ela apavorada relutou e se escondeu na floresta, trocando suas luxuosas vestes pela pele de um asno. Com isso, tinha esperança de que o rei a deixasse em paz, mas como poderia ser feliz? Voltaria a ter uma vida normal?


Barba-Azul: Era uma vez um homem de barba azul, todos na aldeia comentavam a respeito da característica tão peculiar, apesar de imensa riqueza, ninguém se aproximava dele. O homem tinha tido diversos casamentos, mas misteriosamente nenhum deu certo. Depois de insistir, e subornar a mãe de uma jovem, ela decidiu casar com ele. Muito feliz com a generosidade do marido, a jovem se sentia confortável na casa. Certo dia, Braba-Azul lhe informou que viajaria, e que a esposa poderia dar uma festa na casa. Lhe deu todas as chaves e lhe proibiu de utilizar apenas uma. Instigada pela curiosidade, na ausência de barba-azul a esposa abre o cômodo com a chave proibida, revelando um grande mistério.
Estes, e outros fabulosos contos compõem “Era uma vez Perrault” aliando as narrativas as ilustrações de artistas plásticos contemporâneos como Alzira Fragoso, Elisa de Magalhães, Flávia Ribeiro, Luciana Schiller, Luiz Hermano me Márcia Clayton.

Jennifer Bretzke Meier graduanda de Letras (Português/ Inglês) na Univille, atua como bolsista no Prolij e vê a literatura como fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento.

Fernanda Cristina Cunha
"Não Era Você Que Eu Esperava", é uma graphic novel emocionante, que nos faz refletir sobre o nós, e a nossa dificuldade de lidar com o inesperado. Do ilustrador francês Fabien Toulmé (Autor também de Duas Vidas), foi publicado no Brasil pela editora Nemo, em 2017, com tradução de Fernando Scheibe.

A obra conta a história de mais do que o encontro entre um pai e uma filha que não é o que ele esperava. Ela é um olhar justo, sincero e comovente sobre o relacionamento de um pai com a filha que nasceu com Síndrome de Down.

A um primeiro momento o leitor o testemunho que choca por sua sinceridade, também aquece pela empatia que Fabien Toulmé consegue passar no leitor, descrevendo todos os estados emocionais do qual viveu. O modo fracês e cru obra contrapõem o preconceito velado, tão comum aos brasileiros. Ao apresentar essa jornada em busca da mudança da percepção sobre as coisas e de se aproximar da própria filha fazem a história mais envolvente.

Entre a raiva, rejeição, dúvida, momentos de tristeza e felicidade inesperada, o autor conta o difícil caminho entre as expectativas e a descoberta da trissomia de sua filha logo após o nascimento, quando nada acusava durante os testes de gravidez, passando pelas tempestades, desafios e dores, até chegar no momento de sublimação do amor.


"não é você que eu estava esperando, mas eu ainda estou feliz que você veio" resume a história de Toulmé e Julia perfeitamente. O autor transcorre sobre os maiores desafios da paternidade diante a Sindrome de Down, como encarar as necessidades especiais de sua filha? Como aprender a amá-la? E é nessa história de amor que ficamos imersos, comovidos e esperançosos.

A esperança surge a partir do momento que vemos que o amor pode ter mais de uma face, que ele se transforma, se potencializa e rompe todas as barreiras.

Fernanda Cristina Cunha é graduanda de Psicologia pela Univille. Atua como bolsista do Prolij e busca através dos livros que lê as longas caminhadas por dentro de si mesma. 

Isabela Giacomini
Volume 1: Raven e Dimas mostram a força de uma amizade que vai se construindo em uma jornada e que se dá ao acaso. Tudo começa quando um urso um tanto rabugento é acordado por uma garotinha que busca seus pais, pois se perdeu depois que brincava de correr atrás de uma borboleta. Quase sem ter paciência, Dimas resolve ajudar a garota e os dois saem com uma mochila enorme (só com o essencial) e um desenho da família, que é feito por Raven, a se aventurar. No caminho passam por algumas situações difíceis, como quase provar uma fruta venenosa! Mas nada se compara às maluquices do rei da Cidade das Charadas, que inventa leis para lá de absurdas, como a de que toda resposta só pode ser dada com a condição de que alguma charada seja desvendada, por isso, Raven e Dimas já não aguentam resolver enigmas. Entre suas andanças para lá e para cá, conhecem algumas personagens divertidas como Bianca, a Dona Oráculo, a Dona Pivara, a capivara do bar e Raimundo, o guarda da Cidade das Charadas. Bear é uma HQ com ilustrações belíssimas, que mesclam o humor ao sensível, elas, atreladas aos balõezinhos com uma linguagem super atual, marcada pela oralidade, sem uso de letras maiúsculas em inícios de falas, tornam a obra uma verdadeira imersão do leitor por meio da diversão, e claro, da curiosidade. Bear surgiu como uma webcomic, onde uma página do quadrinho era postada todas as terças-feiras e os leitores tinham o exercício de conferir semanalmente para ver seu rumo e, agora, estão reunidas em livros. E o melhor é que a história não encerra por aqui, pois esse é só o primeiro volume!

Volume 2: Neste volume, Raven e Dimas voltam com mais aventuras, ainda em busca do pais da menina. Dessa vez, seguem rumo e se deparam com uma nova cidade, bem diferente da Cidade das Charadas, essa é a Cidade das Crianças. Um lugar onde todos os adultos voltaram a ser crianças e super desobedientes, em que os próprios filhos têm de cuidar deles e de seus irmãos menores. Inicialmente essa parecia uma ideia incrível, não havia adulto algum para obedecer, para mandar comer brócolis, fazer lição de casa ou arrumar a cama, mas já pensou como ela ficaria depois de algum tempo? Quem é que trabalharia? Quem cuidaria para que as paredes não fossem rabiscadas? Quem é que cuidaria dos afazeres de casa? E em meio a um caos, Raven e Dimas descobriram que todos que entravam ali também se tornavam crianças. Sorte da menina é que ela já era uma, então nada mudaria, mas quanto ao Dimas? Tornou-se um bebê urso e, como já é de se esperar, ursinhos são manhosos e teimosos e querem ficar perto de suas mães. A partir daí uma nova aventura inicia, pois Raven, além de buscar por seus pais têm que cuidar do amigo, que agora também quer ir em busca dos seus. Os dois, em um momento, descobrem algo que pode mudar todo o rumo da história e por isso saem em busca do castelo, no topo da montanha, com seus novos colegas. Mais uma vez, encontram a cidade em plena confusão, pois independente de onde forem há crianças, mas, em meio a tudo isso, eles aprendem a lidar com novos apuros e podem seguir suas jornadas ainda mais experientes. No final desse volume a autora traz ainda o processo de criação dos quadrinhos, algumas informações e ilustrações extras e até um QR code para assisti-la desenhando uma das páginas da HQ. Tem como não se envolver? E no próximo capítulo tem mais, é claro!


Volume 3: No terceiro livro, Raven e Dimas, tendo voltado ao normal, iniciam a jornada acampados em uma barraca, que logo em seguida se enche de água, pois, na verdade, estão a navegar em um grandioso rio que trocou de sentido. Os dois conseguem uma canoa e conhecem o senhor Rio, que está em prantos pois lhe roubaram o cetro que dá controle às aguas, coisa de alguém que queria eliminar a superfície e tornar tudo um fundo de mar, ou de rio. Assim, Raven e Dimas são solicitados a ajudarem-no e recebem o poder de respiração enquanto estiverem submersos. Outra vez deixam de lado o grande objetivo de encontrar os pais da garota e se colocam em uma nova tarefa- a de recuperar o cetro roubado. No fundo do mar se encontram com a Dona Pivara, que não perdeu tempo para abrir um bar nas profundezas e também com um tubarão, que conhece sobre o reino e sobre o tal rei que roubou o cetro. Acontece que, no fundo do mar estava se planejando uma verdadeira rebelião, e as criaturas deveriam se alistar ao exército para que juntos dominassem o mundo e se vingassem da superfície. Dimas, Raven e o Tubarão como queriam resolver a situação, compraram fantasias e passaram pelo processo de alistamento, pois somente assim poderiam acessar o reino. Ao descobrirem quem era o verdadeiro rei ficaram boquiabertos e o tubarão Djair, o rei legítimo, não deixou a história quieta. Uma nova confusão acontece em busca do cetro e no retorno para a superfície, e assim a aventura continua e, claramente, não acaba por aqui! Em seu site das webcomics, a autora Bianca Pinheiro fala que a série Bear passará por um hiato, mas que ela voltará a produzir em breve, então vamos aguardar!

Isabela Giacomini é graduanda em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa) pela Univille, atua como bolsista no Prolij e vê na literatura uma porta para outros universos e realidades.


Lara Cristina Victor
Este livro sensível conta sobre pequenas e grandes coisas do mundo. Foi escrito e ilustrado por Oliver Jeffers, que escreveu o livro para seu filho quando ainda bebê, a fim de lhe explicar sobre algumas coisas que ele considerava importantes do mundo, em suas palavras “enquanto eu tentava entender o mundo por você”.

O carinho e cuidado do autor pode ser sentido pelo leitor no decorrer da leitura, ao visualizar as imagens tão vibrantes e carregadas de detalhes, assim como a linguagem escrita tão simples e ao mesmo tempo tocante. Oliver explica minuciosamente tanto sobre a galáxia, sobre a terra e o mar, como sobre as pessoas, animais, cidade e campo.

São muitas as vezes em que estamos tão conectados nesse planeta, que não nos damos conta das coisas grandes que estão ao redor de nós e também das coisas pequeninas que passam despercebidas no decorrer de nossos dias. Coisas essas, que podem nos fazer refletir sobre como nada é fixo, eterno, imutável. Como tudo está em constante transformação, tudo muda, tudo troca de lugar. As coisas se desfazem, se destroem e também se criam novamente.


Observar tudo com um pouco mais de calma e de cuidado pode fazer com que aprendamos mais sobre o mundo e a pessoas, assim como desacelerar um pouco nosso ritmo frenético e mecânico, que apenas nos limita e empobrece a alma. Procuremos olhar mais para nós mesmos, fazer as coisas no nosso tempo e saber criar nosso melhor ritmo para que sejamos mais ativos, humanizados e transformadores.

Lara Cristina Victor é aluna do curso de Psicologia na Univille. Atua como bolsista no Prolij e vê em cada criança um pouquinho de si mesma.
Jennifer Bretzke Meier
Nick Carraway, um comerciante muda de cidade e acaba por se tornar vizinho de um bilionário conhecido por Jay Gatsby, o qual era conhecido pelas luxuosas festas que oferecia em sua mansão, tamanha riqueza era alvo de muitos rumores.

Após ser convidado para muitos eventos, Nick descobre que a maioria dos convidados sabe muito pouco sobre o magnata, qualquer traço de seu passado parece ter sido apagado; Intrigado Nick visita sua prima Daisy e seu marido Tom Buchanan, um antigo atleta universitário abastado, sem saber que a relação do casal com o bilionário misterioso era mais antiga do que ele poderia imaginar.

Daisy e Jay se envolvem amorosamente, aproveitam as festas e o entretenimento de Tom, para se verem. A audácia dos amantes se mostra insuficiente diante das amarras que os impedem de permanecerem juntos, e, apesar da fortuna, a maior preciosidade (Daisy) não estava ao seu alcance.



O “Grande Gatsby” escrito por F.Scott Fitzgerald não foi um sucesso em sua publicação, devido ao mal momento econômico no país de origem do autor (EUA), mas se destacou ao ser publicado anos mais tarde. A icônica obra trata de temas universais: poder, luxúria, cobiça, riqueza, orgulho e amor e ensina uma importante lição sobre o valor dos relacionamentos.
A obra também foi adaptada para o cinema, com o mesmo título do livro em 2013 e conta com a atuação de Leonardo DiCaprio e venceu as categorias de melhor figurino e melhor design de produção no Oscar de 2014.

Jennifer Bretzke Meier graduanda de Letras (Português/ Inglês) na Univille, atua como bolsista no Prolij e vê a literatura como fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento.


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