18
out
2021
20:38

Clube do Conto: Como iniciar um clube de leitura no meu contexto?

    Fernanda Cristina Cunha

O Clube do conto precisa ir além! A gente já conversou por aqui sobre as origens do Clube do Conto. Além disso, falamos um pouquinho sobre quais demandas ele respondeu e sua importância. Diante isso, o projeto traz à luz a necessidade que se tem de haver momentos de troca, de discussão e de construção coletiva, sem acontecerem avaliações ou juízos de valor. 
A leitura permeia as relações e necessidades humanas em suas variadas esferas, no entanto, no que se refere à leitura do texto literário, os hábitos de leitura não são tão perceptíveis, seja pela falta de acesso aos livros, pelo acúmulo de outras atividades em meio às rotinas agitadas da contemporaneidade, pelo desinteresse ou falta de incentivo. Por isso criar espaços que oportunizem o  [...]

Continue lendo

12
out
2021
20:33

Considerações sobre as práticas com a leitura literária atreladas ao Clube do conto

   Fernanda Cristina Cunha

Vamos conversar sobre o ler, pensado através do Clube do Conto? A leitura permeia as relações e necessidades humanas em suas variadas esferas, no entanto, no que se refere à leitura do texto literário, os hábitos de leitura não são tão perceptíveis, seja pela falta de acesso aos livros, pelo acúmulo de outras atividades em meio às rotinas agitadas da contemporaneidade, pelo desinteresse ou falta de incentivo ou pela necessidade que é colocada, em muitos casos, sobre a literatura precisar de objetivos e finalidades específicos para ser consumida.
 Quando a leitura é pensada dentro do espaço universitário, percebe-se que já é uma prática recorrente, típica e familiar, e que, de certa forma, não gera expectativas nos leitores, por ser em sua maioria técnica ou teórica, já esperada.  E, quando,  [...]

Continue lendo

05
out
2021
14:32

Clube do Conto: Uma forma de lutar contra o afastamento do literário

  Fernanda Cristina Cunha

O Clube do conto você  já conhece não é? Mas que tal conhecer um pouquinho mais sua origem e o números envolvidos nesse projeto maravilhoso que existe desde 2017?
A criação do projeto perpassou pela problemática muito observada nas universidades de um modo geral, que é a do afastamento do estudante aos textos literários e da leitura fruitiva. Esse afastamento se dá em muitas vezes pela carga de leituras teóricas que são exigidas nos cursos de graduação e pós-graduação.
Contudo, para além do ambiente universitário, surgiu pelo olhar sensível à comunidade e a como poderíamos levar a leitura fruitiva até eles. Por meio dessa iniciativa a comunidade acadêmica e não acadêmica é beneficiada, pela possibilidade de discussão do literário no coletivo, sem responsabilidades associadas; um espaço típico de educação não formal em  [...]

Continue lendo

12
set
2021
17:32

Assuntos de Pesquisa: O hibridismo em Fita verde no cabelo

 Fernanda Cristina Cunha

Fita verde no cabelo, de Guimarães Rosa e Roger Mello: uma obra não tão contemporânea em termos de ano de publicação, mas sim de temáticas. A Chapeuzinho Vermelho, que nesta obra chama-se Fita Verde, com pequenas semelhanças ao conto de Charles Perrault, cria uma atmosfera encantada ao longo das mais ou menos 30 páginas de narrativa. Contudo, esse encantamento vai dando espaço à realidade da natureza humana. 
Fita Verde precisa aprender a conviver com a dor das relações, da possível perda e com o luto quando por fim ela ocorre. A poesia e o encantamento da obra atrelada à menção da finitude da vida, gera, ainda que emocionalmente triste, um rememoramento de que a morte existe e de que ela é uma das poucas certezas da condição humana. 
A hibridação é aqui revelada na  [...]

Continue lendo

01
set
2021
17:07

Resenha: É um Livro de Lane Smith

 Bruno Bernard Merten

“É um livro”, de Lane Smith, publicado no Brasil em 2010 pela Companhia das Letras, por seu selo infantil – Companhia das Letrinhas. É uma história contada com economia de palavras e riqueza de imagens, justamente nisso reside o maior potencial deste livro.
Seus personagens principais são dois amigos, um internauta, representado por um burro, e um leitor clássico, um macaco. A história inicia-se com o burro questionando ao macado que objeto ele está segurando. O macaco responde de forma bastante direta: “É um livro”. Na história fica evidente a relação do burro com as redes sociais e o seu total desconhecimento sobre o funcionamento dos livros  impressos. O burro começa então um verdadeiro interrogatório sobre aquele objeto. A resposta do macaco, por sua vez, é a mesma sempre, “É um livro”.
25
ago
2021
17:37

Assuntos de Pesquisa: A hibridação do concreto e científico em A mãe que chovia

 Fernanda Cristina Cunha

A mãe que chovia, de José Luís Peixoto e Daniel Silvestre da Silva é único, uma obra que transcende as barreiras do racional e nos coloca a sonhar a solidão.  É a  hibridação do concreto e científico, com a magia e o metafísico, é poeticamente experencializada nessa obra. 
Nela, um menino que, sendo filho da chuva, e com uma mãe tão importante e necessária ao mundo, tem de aprender, a duras penas, a partilhar com o mundo todo o seu cuidado e dedicação. E, principalmente, lidar com a saudade, angústia e tristeza nos momentos em que ela está ausente.
Essa mãe, por outro lado, tendo um mar de obrigações, vê-se compelida a se ausentar por longos períodos de seu filho e com isso lida com sua própria tristeza, culpa e aflição. Através desse percurso entre  [...]

Continue lendo

15
ago
2021
17:16

Assuntos de Pesquisa: O Híbrido como incentivo à leitura

Fernanda Cristina Cunha
O termo híbrido é amplamente utilizado em diversas áreas do conhecimento. Por vezes, é tomado negativamente, principalmente na Biologia sendo ligado a infertilidade ou a improdutividade. No entanto, transpondo-o para outras esferas, como a da globalização, ele traz a ideia de superação das barreiras culturais, justamente por propor a fusão entre elas. No campo artístico pode representar a união entre linguagens diversas, sejam elas da palavra, da imagem, da música, das cores, da dança ou do teatro. Pode-se compreender que na contemporaneidade os livros infantis e juvenis são constituídos por pelo menos duas linguagens, imagética e verbal e portanto raramente as publicações voltadas ao público infanto-juvenil limitam-se a um texto que não seja carregado de hibridismo.  Contudo, nem todos os livros para crianças e jovens são híbridos, já que muitos são meros repetidores entre texto verbal e visual. 

Continue lendo

Pages (51)1234567 »
Tecnologia do Blogger.