Já imaginou um olho que não enxerga, mas vê tudo?

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Aquilo que a gente não vê parece ser mais claro do que aquilo que vemos. Principalmente quando isso pode ser visto pelos olhos da imaginação. Em “O olho de vidro do meu avô” Bartolomeu Campos de Queiroz mais uma vez encanta pelas palavras. Em frases que parecem versos poéticos o neto busca no olho de vidro do avô suas dúvidas, anseios e até suas saudades. Revivendo situações e fatos, a lembrança do olho lhe traz não explicações, mas conforto diante daquilo ou daquele que aprendemos a amar. Tecendo uma história como a de muitos com os seus diferentes caminhos o neto vai ao âmago de questões e traz pra si as lições deixadas, seja no silêncio que fala. No olho que não enxerga e vê. No contato distante ou no afeto emudecido. Pois, a lembrança que fica mesmo em meio a mistérios, é tão boa que dá vontade de ficar olhando. Que tal? Não dá uma vontade de olhar logo essa história!

Título: O olho de vidro do meu avô
Autor: Bartolomeu Campo de Queiroz
Editora: Moderna
Número de Páginas: 46

Rodrigo da Silva
Pesquisador voluntário do PROLIJ


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Um comentário:

Prolij disse...

Gostei, Rodrigo... Vc é daqueles que ve atè MESMO com um olho de vidro.. por isto gosta de Bartolomeu

Sueli

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