Por Sonia Regina Reis Pegoretti

Laurence Quentin se aventura entre o informativo e literário com o livro “Ao sul da África”. O autor propõe conhecer três povos diferentes que vivem no sul da África: os ndebeles da África do Sul; os xonas do Zimbábue e os bosquímanos do Botsuana.
Cada capítulo apresentado mostra uma variedade de informações sobre a história, costumes e crenças desses povos e ainda uma narrativa que envolve a comunidade dessa cultura. Como proposta pedagógica para desenvolver com os pequenos, há uma sessão de artes para construir adereços típicos e fantasias, jogos ou ainda dicas da culinária, possibilitando a expansão da temática para outras áreas do conhecimento. Finalizando o capítulo, uma sessão de fotos retrata o dia a dia da comunidade, fazendo o leitor viajar por lugares fantásticos, cheios de magia e simbolismo.
Um dos destaques do livro é quando o autor fala sobre os ritos de iniciação dos meninos e das meninas ndebeles. Aliás, estas, mais tarde, transformar-se-ão nas já conhecidas mulheres girafas.
Os créditos da ilustração vão para Catherine Reisser, que explorou muito bem os totens africanos, assim como as pinturas de corpo e a natureza, como o lendário baobá.

FICHA TÉCNICA:

Obra: Ao sul da África
Autor: Laurence Quentin
Ilustradora: Catherine Reisser
Editora: Cia das Letrinhas
Ano: 2008

(Clique sobre a imagem para ampliar.)
   Os prolijianos estiveram, no começo da semana passada (dia 31 de outubro), na Escola Municipal Professora Maria Regina Leal, do bairro Espinheiros (Joinville), promovendo mais um literário lançamento da segunda tiragem do "Livro dos livros". Entre alunos do ensino fundamental, professores e funcionários, cerca de 50 pessoas prestigiaram este evento. Confira as fotos:







E sábado, dia 12, tem mais... Esperamos vocês, às 10h, na Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin! 


Por Sonia Regina Reis Pegoretti

O autor Ahmadou Kourouma (1927 – 2003) é africano da Costa do Marfim, cuja trajetória política foi de contestação aos regimes autoritários, ao poder econômico, à colonização francesa e de crítica aos abusos sociais. Recebeu mais de 15 prêmios literários e em 2009 foi vencedor do prêmio de melhor livro informativo pela Fnlij com livro “Homens da África”, que é, com certeza, uma daquelas obras que não se pode deixar de lado.
O livro traz conteúdo histórico sobre a África Ocidental, especialmente sobre o Reino Mali ou Mandinga e revela ao leitor, os mistérios de quatro dos personagens africanos mais emblemáticos: o griô, o príncipe, o caçador e o ferreiro. Apesar de toda a revolução econômica e da vida globalizada que vive os quatro cantos do planeta, esses homens e suas profissões são até hoje muito respeitados e de grande importância sociocultural.
Em cada um dos quatro capítulos, o autor também convida o leitor a dar um passeio pela aldeia e pela vida desses homens de coragem e sabedoria. Outro detalhe importante a ser notado, é a presença da religião islâmica, que se faz presente nas narrações da comunidade, mostrando que o que antes era privilégio dos nobres, agora está difundido pela maioria da população.
Belas ilustrações, mapas, obras de arte, instrumentos de guerra e musicais e grande variedade de fotos também fazem parte dessa obra, materializando assim, o que é apresentado. No fim do livro, um glossário nos ajuda a entender melhor algumas palavras de origem africana trazidas no livro, que também é uma das marcas registradas do autor: misturar francês e os dialetos africanos!
Homens da África” é passaporte certo para o leitor que deseja se familiarizar com a cultura e o modo de vida africana. Boa leitura!

FICHA TÉCNICA:

Obra: Homens da África
Autor: Ahmadou Kourouma
Ilustrador: Giorgio Bacchin
Editora: SM
Ano: 2009
Por Ana Paula Kinas Tavares

Na maciez da capa prevejo a asperidade da leitura. As primeiras palavras me soam confusas e dispersas. É no virar das primeiras folhas que me cubro de preocupações. Paro um instante, fecho o livro, quero a paz da minha vida “real”, mas já não posso me livrar da narrativa. Penso no escritor, aquele sujeito distante que me escreveu tais letras sem me conhecer, e assim mesmo me prende, bate-me, e me tira o ar. Volto à última página lida, releio e prossigo. Meu coração acelera e a história vai se criando com minha leitura. Vejo meus pais, meu namorado, até uma professora da escola primária. Ouço Mozart como plano de fundo do choro do meu irmão caçula. Fico atraída com o cheiro de bolo de fubá, entro na minha casa da infância, deito no colo do meu avô. Ando de bicicleta, caio, cato a ferida dias depois. Durmo na rede, passeio de barco, dirijo um fusca. Preciso decidir entre a estrada da família e a da aventura, peço ajuda. E uma lágrima cai na página 26.
Quero parar, libertar-me da história, das lembranças, reflexões e sonhos. Sinto-me por ora marionete dessas frases unidas. E num golpe de um ponto de interrogação, tomo as rédeas. Agora sou eu quem determina o percurso e o destino, penso eu. As portas se abrem aos montes, nas janelas curiosos e começo a temer meu destino. Leio vagarosamente cada palavra, receosa de mal compreender e acabar caindo numa armadilha gramatical. A mão de minha melhor amiga aparece no começo de um capítulo e o medo vai cessando. Devoro as páginas, dou risadas. Tenho vontade de escrever, como se o livro fosse uma carta e eu precisasse responder. Em voz alta dito ao vento. Pauso meu texto para seguir com minha vida lida.
Em outra pausa, imagino o fim da história. Penso em abrir nas últimas páginas e matar a curiosidade, só então me dou conta de que não há fim. O escritor não sabe que fim dar, os mais sábios sabem que não têm esse poder. Os escritos não estão finalizados, vão se completando quando me tocam, quando eu os leio e os sinto. E como sinto, sinto tanto. As páginas vão passando, o livro chegando ao fim e meu coração aperta. Lágrimas medrosas escorrem pelo meu rosto, embaçam meus olhos e atrasam o fim da leitura. Talvez seja de propósito essa emoção nos instantes finais, não só para que a história se tatue em mim, mas para que se prolongue. Eu mesma não quero que acabe, quero a proteção do toque da capa, a ingênua ideia de que é só ficção e ficará tudo bem.
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Texto produzido para a disciplina "Literatura Infatil e Juvenil" (2° ano de Letras Licenciatura) da professora Sueli Cagneti , a partir da proposta de ensaio do filme "A história sem fim", já resenhado e ensaiado neste blog no link abaixo.
O PROLIJ esteve, na quarta-feira passada, 26, lançando a segunda impressão do Livro dos Livros, na Biblioteca Pública Municipal Gustavo Ohde, no distrito de Pirabeiraba, em Joinville.

Mural de Recados

Cantinho da Leitura

Sueli Cagneti e Alencar Schueroff, 
organizadores do Livro dos Livros.
Contribuições do Prolijiano Luís Camargo,

enviadas por e-mail para compartilhamento com o grupo.

E agora compartilhamento com os leitores do Blog do Prolij.
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1
Prolijianos,

Folheiem e apreciem o primeiro manuscrito de Carroll, que o autor deu a Alice Liddel e ficou com ela até ficar bem velhinha, quando foi a leilão. O leilão ficou famoso, Lobato escreveu sobre ele. Finalmente um americano comprou o manuscrito e doou à British Library.

abraço,
2
Prolijianos,

pouca gente sabe que Carroll escreveu uma adaptação de Alice para crianças pequenas, Nursery Alice.

abraços,

3
Prolijianos,

uma Alice em estilo de mangá.

Apreciem!

abraços,

Luís Camargo.
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