O mundo como um conto de fadas

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Compreender o mundo como um conto de fadas é o que nos sugere o norueguês Jostein Gaarder em seu livro A Garota da Laranjas, Cia das Letras, 2005. Já conhecido por entrelaçar literatura e filosofia, o autor constrói uma trama costurada com mistérios e divagações à respeito da condição humana. O confronto com a morte e outros enigmas da existência.
A personagem principal, Georg Roed, um adolescente de quinze anos, recebe das mãos dos avós paternos uma carta escrita por seu pai antes dele falecer de uma doença incurável. A leitura da carta esclarece fatos relevantes sobre sua vida, mas também instala uma série de questionamentos e reflexões a respeito do tempo, da vida e do que significa existir. Além da intrigante aparição da garota da laranjas, uma figura aparentemente sobrenatural que nos remete a um conto de fadas. Ela, como Cinderela, deixa pistas sugerindo que viver é uma aventura a qual todos estamos sujeitos.
Da mesma maneira que não existem duas laranjas iguais, somos únicos, vivendo cada um o seu próprio conto de fadas. E que para compreendermos isso, é necessário o deslocamento de perspectiva e um olhar mais atento para os acontecimentos e sinais que nos mostram que o mundo é feito de possibilidades.
Um texto filosófico sim, mas apaixonante. Que nos indica que viver é fazer parte de um grande mistério, e que acreditar em contos de fadas, nos faz mais fortes para suportar a jornada onde gigantes e bruxas malvadas podem aparecer, mas onde podemos contar com a ajuda das fadas e a certeza de que todos somos especiais.
Um livro edificante que pode contribuir para o autoconhecimento de quem se encontra em um mar revolto. Uma leitura agradável, que traz calmaria e aquece o coração.

Livro: A Garota das Laranjas
Autor: Jostein Gaarder
Tradução: Luiz Antônio de Araújo
Editora: Cia das Letras, 2005

Andrea OliveiraMestranda em Patrimônio Cultural e sociedade – UNIVILLE
Pesquisadora Voluntaria do PROLIJ


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